15 de outubro de 2014

Volksstimme.de: "Onde nos sentimos em casa"



Eles começaram como uma banda de escola em Magdeburgo e tiveram sucesso internacional logo em seguida. Com um pequeno showcase na Rádio SAW, Tokio Hotel apresentou seu quarto álbum de estúdio "Kings Of Suburbia". Elisa Sowieja do Volksstimme conversou com os gêmeos Bill e Tom Kaulitz.

Como se sentem estando em casa?
Bill: É maravilhoso! Infelizmente nunca conseguimos ir a nenhum lugar da cidade onde estamos no momento - embora a gente já conheça Magdeburgo. Mas estamos felizes por estar aqui.

Vocês deram um concerto aqui para vinte e quatro pessoas. Como foi?
Bill: Foi meio estranho! Mas de vez em quando eu gosto de estar perto das pessoas para quem nos apresentamos.
Tom: Eu sempre fico mais animado. É mais íntimo se apresentar para um público pequeno.

Vocês estão na Alemanha desde a semana passada. O que fizeram desde então?
Tom: Passamos o dia inteiro promovendo nosso novo álbum. Começamos às 9 da manhã e vamos até as 10 da noite. Aí dormimos e, no dia seguinte, vamos para a próxima cidade.

Sobra algum tempo para a família e amigos?
Bill: Não muito, infelizmente. Tom e eu estamos pensando em estender nossa visita à Alemanha por alguns dias para visitar a família. Às vezes, alguns deles também estão presentes nos nossos compromissos com a imprensa. Mas normalmente temos que sair imediatamente logo depois, então não conseguimos sair e comer algo com eles.
Tom: Antes de começar a promover o álbum, nós fomos para Hamburg para planejar nossa turnê.

Então vocês estão planejando vir para Magdeburgo com a turnê?
Bill: Não sabemos ainda. Acho que vamos fazer turnê durante o próximo ano todo. Só vamos pensar em um plano para isso nas próximas semanas.
Tom: Talvez vamos dar um show secreto com um nome falso no "Factory"!

Vocês moram em Los Angeles desde 2010. O que Magdeburgo tem a oferecer, que LA não tem?
Tom: Bolo de ameixa e ruibarbo.
Bill: Exatamente. Nossa avó sempre faz bolo de ameixa e deixa no congelador até irmos visitá-la. Sentimos falta dos bolos alemães - pão preto e bolinhos. Não tem essas coisas nos EUA!

Vocês ainda consideram Magdeburgo como sua casa?
Bill: Não muito. Devo lembrar que não vivemos em Magdeburgo desde que nascemos, moramos em Loitsche também. E nós nos mudamos de lá quando tínhamos 15 anos. A gente se sente em casa onde nossa família está. No começo, eles vieram com a gente para LA, e Tom e eu sempre tivemos nossa família por perto, afinal de contas, somos irmãos. Mas temos algumas lembranças de Magdeburgo. Quando dirigimos pela cidade, parece muito menor - talvez porque eu cresci um pouco.
Tom: É claro que temos lembranças de Magdeburgo, fomos a nossa primeira festa aqui.

Falando em família: Vocês ainda moram juntos - seu vínculo fraternal parece ser muito forte.
Bill: Morar separados está fora de questão para nós. No futuro, gostaríamos de ter uma casa que fosse conectada por um túnel. Mas no momento ainda moramos juntos na mesma casa.
Tom: Os laços familiares são muito fortes em todos nós, na verdade. Georg e Gustav ficaram em Magdeburgo por causa da família deles.

Enquanto eles dois moram em Magdeburgo, a maior parte do álbum foi gravada em L.A. - como fizeram isso?
Tom: Nós produzimos em L.A. e viemos para a Alemanha algumas vezes. Muita coisa aconteceu via Internet, até mesmo músicas inteiras. Alguns produtores decidiram ficar na Alemanha, então tínhamos que vir para cá para ter sessões com eles. Como uma banda, nós gravamos muita coisa em Hamburg.

E ninguém notou.
Bill: Não, porque não anunciamos que viríamos.

Vocês provavelmente usam disfarces quando estão na Alemanha.
Bill: Quando saímos em particular, sempre tentamos nos manter despercebidos.
Tom: No Instagram, nós sempre escrevemos "Olá México!" de antemão - aí ninguém sabe que estamos aqui.

Não há nenhuma música em alemão no álbum. É uma decisão final em relação a sua música?
Tom: Não. Nós não queríamos traduzir as canções nesse álbum. No último [álbum], nós fizemos muito isso, às vezes até 90% de inglês para alemão. As pessoas esperavam isso de nós e sentimos que deveríamos fazer. Neste álbum decidimos deixar como foi criado. Quando escrevermos uma música em alemão no futuro, não vamos mais traduzi-la para o inglês.

O novo álbum tem um som muito eletrônico. Vocês estavam com muito medo de que seus fãs não fossem gostar do novo som?
Bill: Quando você é fã de uma banda, você não quer que ela mude nunca, mas não queremos cumprir nenhuma expectativa. Acho que você só consegue ser bem sucedido quando gosta 1000% do que faz. É normal algumas pessoas não gostarem. Mas agora muda de música para música. Acho que você fica louco quando pensa muito nisso.

Nos dois primeiros clipes do novo álbum e na capa do single de "Love Who Loves You Back" o sexo tem um papel muito importante. Ser tão provocante foi uma decisão consciente? 
Bill: Muitas pessoas dizem que criamos um tipo de "pacote sexual", mas não criamos. Temos que dizer: Sempre fazemos decisões na última hora. As gravações dos clipes tiveram algumas semanas de intervalo entre uma e outra. O público simplesmente entendeu como se fosse um "pacote", mas nós mesmos não notamos que ficou tão sexual.

Mas vocês têm que admitir que o clipe de "Love Who Loves You Back" é muito "sexy". Você está no meio de uma orgia.
Bill: Essa foi uma decisão consciente. Eu já queria fazer um clipe assim no último álbum, porque eu gosto muito do filme "O Perfume". Tem uma orgia na última cena e o assassino coloca o perfume naquilo que ele criou. Eu queria fazer isso com música. E combina muito bem com essa canção.

O que inspira vocês?
Bill: A liberdade. Fomos capazes de ter uma vida normal em L.A., depois de um longo tempo sem ter uma, e fomos capazes de nos deixar ser inspirados por novas pessoas nessa cidade nova. Foi quando começamos a compor de novo. Antes disso, passamos muito tempo sem saber o que escrever.
Tom: Até o tempo que passamos fora de L.A. foi inspirador. Nós viajamos muito e fomos a alguns festivais. Nosso gosto musical mudou.

Vocês estavam com medo na Alemanha - por exemplo, quando alguém invadiu sua casa em Hamburg. É difícil voltar para a Alemanha depois disso?
Bill: A Alemanha é muito intimista. Tem tantas pessoas em L.A., que você pode simplesmente desaparecer. Quando saí do avião na Alemanha, na semana passada, tive que comprar ração para o meu cachorro. Eu era a única pessoa na loja e um funcionário me atendeu imediatamente. Quando você precisa de ajuda em L.A., você tem que achar alguém para te ajudar e isso pode demorar cerca de uma hora.
Tom: Você também pode falar em alemão à vontade porque ninguém vai entender o que você está falando.
Bill: Exatamente. Tem muitas pessoas loucas por lá, nós passamos despercebidos.

Então voltar a morar aqui não é uma opção para vocês.
Bill: A vida em L.A. é muito mais relaxante para nós. Não queremos trocar isso por nada. Quando estamos na estrada na Alemanha, está tudo bem. Mas quando ficamos em um lugar por muito tempo, muitas pessoas começam a te seguir e fica mais difícil. É por isso que não deu certo morar aqui.

Mas vocês gostam de voltar como turistas.
Bill: É legal, nós gostamos de estar na Alemanha. Se pudéssemos morar aqui, nunca teríamos nos mudado. Tenho um pouco de vergonha de falar que moro em L.A., porque todo mundo tem uma imagem distorcida da cidade. Não temos nada a ver com isso. Mudamos para lá porque queríamos sumir. Não fomos a festas ou eventos com tapete vermelho, não queríamos ter uma vida glamourosa. Escolhemos L.A. porque já conhecíamos algumas pessoas lá.

Fonte: Volksstimme.de 
Traduzido por: © LdSTH

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